mardi 11 novembre 2014

Leituras paralelas (24)


[...]

A música, claro, se tivéssemos
música, qualquer coisa assim.
Em vez disso, os órgãos acomodam-se
ao suplício dos minutos, desagregam-se.
E bastarias tu – ninguém, porque
ninguém basta. É um erro – mas gostamos
tanto – pensar que um rosto nos salvará
disto que não sabemos ser, de nós.
Esse pronome pessoal, o inferno.

[...]


Manuel de Freitas, [Sic],
Lisboa: Assírio & Alvim, 2002




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