mercredi 27 février 2013

OS BÊBADOS


O ruído da morte está aqui neste bar desolado
Onde a tranquilidade se senta inclinada sobre a sua oração
E a música abriga o sonho do amante
Mas quando moeda alguma compra este fundo desespero
Nesta casa tão solitária
E de todos os destinos o mais solitário
Onde nenhuma música eléctrica destrói o bater
Dos corações duas vezes quebrados mas agora reunidos
Pelo cirurgião da paz no perónio da desgraça
Penetra mais profundamente do que os trompetes
O movimento da mente que aí faz a sua teia
Onde as desordens são simples como o túmulo
E a aranha da vida se senta, dormindo.




- Malcolm Lowry traduzido por José Agostinho Baptista
in Telhados de Vidro n.º3,
Lisboa: Averno, Novembro de 2004

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