mardi 18 décembre 2012


Convoco a luz para o lugar
da morte. Tu vibras numa vertical
do deserto, em plena velocidade
fracturada. Há nuvens de pontos
na dobra da visão, nenhum limite.
Exposto como um ferimento, que soberania
exerces no vazio? Assim se arruinaram
as arquitecturas: armadilhar a casa
ficar preso dentro de uma sala.
Fechar uma parede para abrir uma janela.



Carlos Poças Falcão,  Arte nenhuma (poesia 1987-2012),
Guimarães: Opera Omnia, 2012

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